Blog criado para comentar assuntos diversos de uma maneira verdadeira sem papas na língua.
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Qual o Valor do Professor
O professor não tem prestígio
Jaime Pinsky
A notícia parece mais velha do que andar pra frente, como diria minha tia Ana, mas agora vem associada a outra: o país forma cada vez menos professores. A carreira atrai menos gente. O diretor do Colégio Bandeirantes, um dos melhores de São Paulo, em entrevista à Folha de S.Paulo, diz que houve desvalorização da carreira do magistério. Um pesquisador da USP alerta que "apenas 2% dos estudantes de escolas médias de ponta declaram que vão prestar vestibular para ser professor". Isso significa que professores são formados entre os que cursam escolas menos boas. São, portanto, menos preparados. E vão encontrar pela frente alunos cada vez mais difíceis. O resultado, todos sabemos: o Brasil é mais conhecido no mundo pela indisciplina e incontinência etílica e sexual de seus jogadores de futebol do que pelos resultados obtidos por seus estudantes.
Não sei se esse quadro é reversível, a esta altura do campeonato. Mas dá para analisar a questão de forma um pouco mais complexa do que simplesmente esmolar por mais prestígio, como se isso pudesse ocorrer por decreto. De resto, esperar que baixe uma medida provisória por parte de um presidente que não lê, assume que não lê, se orgulha de não ler e ainda tem mais de 80% de aprovação da população, é ilusão em estado puro.
Parte do problema tem a ver com a própria forma de os professores perceberem seu papel no mundo de hoje. Muitos deles se equivocam na sua relação com os alunos, uma vez que têm a pretensão de lhes fornecer informações, como se estivéssemos em pleno século 19 e o rádio, a TV e, principalmente, a internet não tivessem sido inventados. Crianças e jovens, mesmo de escolas públicas, são bombardeados com informações, não têm mais como serem preservados até que os pais e a escola decidam o que e como eles devem conhecer. Decidir quando é o momento de fazer o aluno ter contato com determinada informação era algo possível na era de Gutemberg, e essa já acabou.
Hoje cabe aos professores tarefa diferente, a de transformar informações em conhecimento, o que implica promover a articulação de dados fornecidos por um mundo aparentemente desconexo. E não são muitos os professores preparados para desempenhar esse papel. Transformar informações em conhecimento organizado, sistematizado, pressupõe conhecimento que está fora do alcance de mestres que nem sempre se preocupam, eles mesmos, em construir uma base teórica sólida, que implicaria ler livros e lê-los bem. Pergunta: qual o percentual de professores que faz isso?
Claro que uma parte do problema está com o poder público, com as autoridades educacionais. Salvo meia dúzia de municípios e duas ou três secretarias estaduais de educação não se nota preocupação em fornecer aos professores livros de boa qualidade (mesmo que acessíveis, não adianta confundir educação contínua com disciplina de pós-graduação) para que eles robusteçam sua formação, solidifiquem sua massa teórica e atualizem sua prática em sala de aula. E dar livros não é o suficiente, há que se cobrar deles a leitura. Sim, professores devem ser cobrados, para que não se continue a nivelá-los por baixo. Não é aceitável que livro didático do professor continue sendo fonte única do saber daquele que é responsável pela educação dos alunos.
Para os professores recuperarem o prestígio social eles precisam, antes de mais nada, aumentar sua autoestima. Com mais autorrespeito poderão lutar por melhores condições de trabalho, por salários mais dignos, pelo reconhecimento de seu papel (que não é o de babás de alunos grosseiros e agressivos). Mas tudo passa por sua qualificação, para a qual órgãos de classe e governo deveriam se unir.
De pouco tempo para cá até técnicos de futebol, muitos deles analfabetos funcionais, passaram a ser chamados de professor. Imagine a gritaria se fossem denominados advogados, ou médicos, ou enfermeiros. Para os professores parece algo aceitável, até normal, ver um sujeito ao lado do campo, gesticulando para as câmaras de TV (já que seus gritos não são ouvidos por ninguém num estádio cheio) ser chamado de professor.
Será que é assim que os professores se percebem? Patéticos? Gritando e não sendo ouvidos, fingindo ensinar para aqueles que ou já sabem, ou não vão aprender com eles? Os técnicos de futebol pelo menos ganham melhor.
Comentário: O engraçado é que o governo em cada ano eleitoreiro promete a educação como prioridade. A única coisa que fizeram até o presente momento foi vincular uma propaganda na TV para incentivar os jovens a serem professores. Poderiam também colocar na propaganda o valor dos salários e o tratamento a esses profissionais nas escolas. Segue abaixo um video de uma professora que fez um pronunciamento na camara do Rio grande do norte. Assistam o video pois retrata a verdadeira realidade de um profissional brasileiro.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Juventude Perdida
Esse vídeo já é antigo mas eu não poderia deixa-lo de fora do Blog. Nada contra os fãs da banda Restart (da qual não gosto) mas até quem é fã da banda deve ter achado o comportamento dessas pessoas do vídeo, no mínimo ridículo. É um verdadeiro show de horrores! Cada entrevista e cada situação são dignas de uma comédia pastelão daquelas que vc fica revoltado em ver mas que mesmo assim chora de rir. A situação não precisa de muitos comentários, vou deixar que os leitores comentem ao assistir se é que já não assistiram e enviaram para todos os amigos. Abraço a todos os leitores e se divirtam. Obs: Cuidado com o fanatismo pois ele gera esse tipo de situações embaraçosaskkkk
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
O Fim de Guitar Hero!

Tudo o que é demais, não é bom. É nessa premissa que a série Guitar Hero foi cancelada, de acordo com um anúncio da Activision – publisher do jogo – que comentou sobre o cancelamento da série.
Os motivos para isso foram as contínuas quedas de vendas dos jogos musicais. Fator também que colocou a produtora da série concorrente Rock Band em maus lençóis. Afinal, o estúdio MTV Games fechou as portas recentemente por este motivo.
Junto de Guitar Hero, True Crime: Hong Kong, outro game que estava em produção, também foi cancelado. De acordo com a Activision, o foco agora são as séries Call of Duty, Starcraft e World of Warcraft, que se mostraram extremamente rentáveis para a empresa nos últimos anos, principalmente o Warcraft com a galinha dos ovos de ouro chamada: World of Warcraft.
A série Guitar Hero começou em 2005 e iniciou uma nova era dos games voltados para o gênero musical. Por meio de notas coloridas que descem pela tela, o jogador tem o objetivo de acertar cada uma delas para fazer com que a música toque durante o jogo. Outra novidade que o game trouxe foram os joysticks em forma de guitarra, que posteriormente evoluíram para bateria e até teclado na série Rock Band.
O último título da série Guitar Hero foi lançado em 2010, com o subtítulo de Warriors of Rock.
Fonte:Msn.com.br
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Dado Dolabella x Lei Maria da Penha

RIO - A ex-mulher do ator Dado Dolabella, Viviane Sarahyba, voltou a prestar queixa na noite desta quarta-feira contra o ex-marido. Segundo informações da 16ª DP (Barra), onde ela registrou o caso, ele teria a agredido verbalmente com xingamentos no último sábado, quando foi levar o filho do casal, de 1 ano de idade, até a casa dela.Nesta quarta-feira, ele teria riscado o carro de Viviane, uma Tucson preta, novamente ao devolver o filho. Foi quando ela decidiu prestar a nova queixa contra Dado. Ele pode responder por injúria e danos. Há testemunhas, uma já foi ouvida, dizendo que viu Dado próximo ao carro de Viviane. Outras pessoas ainda serão chamadas patra prestar depoimentos, inclusive Dado, que será intimado.
Uma vez que ele seria reincidente, a nova denúncia pode levá-lo até a prisão, com base na Lei Maria da Penha, de acordo com informações da 16ª DP. Além disso, pode ser pedida uma nova medida protetiva.
Segundo o depoimento de Viviane, ela não viu o carro sendo riscado, mas ouviu o barulho do carro de Dado saindo e logo depois voltando para perto da Tucson preta. E então Viviane teria visto o risco.
Fonte: Globo.com
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Escândalo no Metal, novo cd do Revolution Renaissance tem riffs compostos por outro guitarrista

Segue tradução de texto publicado no site www.revolutionrenaissance.net.
"As guitarras são ferozes; parece que alguém colocou fogo na camisa de Timo e que ele esta a tocando como se ele dependesse dela para sobreviver" - Jens Johannson (Stratovarius)
"Solos agressivos, progressivos, sombrios e poderosos, como se ele estivesse tentando dizer: ei, eu sou um Deus da Guitarra. E eu gosto disso" - Raziel SR (Stratoforum)
"Tolkki deveria ganhar um prêmio pelos "melhores solos do ano"!! TODOS os solos são ESPECTACULARES!! Uma técnica muito melhor do que nos dias do Stratovarius". - Vinicius (comunidade do Revolution Renaissance no ORKUT)
Músicos e fãs do mundo todo ficaram impressionados com o novo CD do Revolution Renaissance, "Trinity", lançado no dia 24 de Setembro de 2010, pela Napalm Records. Nas resenhas, os novos solos de guitarra de Timo Tolkki atrairam palavras entusiasmadas. Mas, aqueles que foram tocados pelo virtuosismo de Tolkki não podem imaginar o que há por trás da realização do disco.
O que está sendo revelado é um dos maiores escândalos na indústria da música desde que o episódio onde o duo Milli Vanilli enganou o mundo todo e ganhou Grammys por discos onde não cantaram, tendo que devolver as estatuetas na sequência.
O heroi da guitarra traiu seus fãs leais. Traiu também seus ex-companheiros de banda. Ele foi creditado pelos incriveis solos que ele NUNCA compôs ou executou, durante as sessões de gravação de "Trinity" e "Age of Aquarius".
Em Julho de 2010, dois meses antes do lançamento de "Trinity", Tolkki contou aos outros membros do Revolution Renaissance que ele queria terminar com a banda. Apos esse anúncio, o co-produtor do CD, Santtu Lehtiniemi, entrou em contato com o resto da banda e revelou a verdade. Os solos de guitarra, gravados na Finlândia, foram executados por ele, Santtu. Isto é um escândalo, quando o lider da banda é alguém que foi cotado pela revista Guitar World como um dos 50 guitarristas mais velozes do mundo e vendeu cerca de 3 milhões de discos em sua carreira.
Um misto de emoções tomou conta dos ex-companheiros de banda de Tolkki. Apesar da frustração gerada por terem sido enganados artisticamente e economicamente, eles se motivaram com o real talento de Santtu Lehtiniemi e decidiram prosseguir juntos com a verdade.
Fonte: whiplash.net
sábado, 9 de outubro de 2010
Bon Jovi Faz Mega Show em São Paulo, Leva o Publico ao Delirio e tem Banda Fresno Sendo Vaiados
A banda de rock Bon Jovi sacudiu os fãs durante cerca de 3 horas no estádio do Morumbi praticamente lotado na noite desta quarta-feira (6), na cidade de São Paulo.
Veja imagens da apresentação
O roqueiro Jon Bon Jovi abriu o show com a música 'Blood on blood', de 1988, e emendou com o clássico 'You give love a bad name'. A sequência inicial foi muito parecida com o show do grupo em Buenos Aires no domingo (3).
O roqueiro Jon Bon Jovi abriu o show da sua banda Bon Jovi nesta quarta-feira (6) em São Paulo com a faixa 'Blood on blood'. (Foto: Daigo Oliva / G1)Os fãs brasileiros ouviram 28 canções tocadas pelo grupo. Durante a música 'We aren't born to follow' foram exibidas no telão do palco imagens de pessoas que, segundo a banda, fizeram a diferença no mundo. Dentre elas o 'rei' Pelé e o seringueiro Chico Mendes.
O grupo mesclou sucessos dos anos 80 e 90 com músicas dos últimos dois CDs da banda. ‘Always’ e ‘Woman in love’ foram algumas das canções mais cantadas pelo público presente. Não houve relatos de confusão durante o show. A banda americana se apresenta no Rio de Janeiro na próxima sexta-feira (8).
Protestos no show de abertura
Fãs do grupo americano protestaram contra a banda Fresno durante o show de abertura dos brasileiros. Xingando e fazendo gestos obscenos, vários frequentadores do setor pista reclamaram da apresentação do grupo gaúcho de emocore.
Fonte: Portal G1
Veja imagens da apresentação
O roqueiro Jon Bon Jovi abriu o show com a música 'Blood on blood', de 1988, e emendou com o clássico 'You give love a bad name'. A sequência inicial foi muito parecida com o show do grupo em Buenos Aires no domingo (3).
O grupo mesclou sucessos dos anos 80 e 90 com músicas dos últimos dois CDs da banda. ‘Always’ e ‘Woman in love’ foram algumas das canções mais cantadas pelo público presente. Não houve relatos de confusão durante o show. A banda americana se apresenta no Rio de Janeiro na próxima sexta-feira (8).
Protestos no show de abertura
Fãs do grupo americano protestaram contra a banda Fresno durante o show de abertura dos brasileiros. Xingando e fazendo gestos obscenos, vários frequentadores do setor pista reclamaram da apresentação do grupo gaúcho de emocore.
Fonte: Portal G1
domingo, 5 de setembro de 2010
Momentos Pertubadores dos Games
Por possuir uma narrativa completamente diferente da apresentada nos livros ou filmes, os videogames sem dúvidas nos proporcionam momentos realmente inesquecíveis. A maneira com que nos colocamos na pele dos personagens muitas vezes nos prega peças. Cria-se um vínculo com aquela criatura digital, de maneira que seus temores e angústias acabam nos impregnando, diretamente.
E por conta disso resolvi fazer uma seleção com algumas das cenas mais angustiantes e perturbadoras dos videogames. Algumas tratam de elementos sérios, como suicídio, sacrifício e perda de entes queridos, enquanto outras tratam do vínculo de diferentes personagens ou o uso de terror psicológico em outros momentos.
Final Fantasy VI – O suicídio de Celes
A série Final Fantasy sempre foi conhecida por possuir uma narrativa impecável. Apesar dos gráficos simples oferecidos nas gerações passadas, os games traziam consigo uma carga emocional bastante pesada, em alguns momentos até depressiva. Foi o que aconteceu com Final Fantasy VI. O game colocava em pauta inúmeros questionamentos como gravidez na adolescência, famílias separadas, órfãos em busca de seus pais perdidos e até mesmo eutanásia.
Em uma das cenas mais memoráveis do game, o jogador era colocado no controle da personagem Celes. Após uma verdadeira catástrofe criada pelo vilão Kefka, o mundo do game acabou sofrendo bruscas modificações. Continentes se dividiram, vulcões entraram em erupção e toda a sorte de problemas viera à tona depois que uma das estátuas que mantinham o equilíbrio do planeta foi tirada do lugar.
Toda essa desgraça acabou isolando os personagens Celes e Cid em uma ilha deserta, desprovida de comida ou qualquer outro tipo de ajuda. Gravemente ferido, Cid permanece deitado em uma cama, dentro da única cabana existente no lugar. Na tentativa de manter o velho senhor vivo, Celes passa a buscar alimento na praia, pescando. Infelizmente todo esforço acaba sendo em vão, e Cid não resiste aos seus ferimentos.
Desiludida e desorientada, Celes sobe até o topo de uma montanha e lá toma a difícil decisão de dar cabo de sua própria vida. A guerreira não morre e, graças a um milagre, ela aparece viva na costa da ilha. A decisão de manter a personagem viva certamente foi tomada como forma de tentar amenizar a tensão envolvida na narrativa. Ainda assim, é difícil citar algum outro game que tenha abordado temas tão delicados, e com uma narrativa tão bem feita e séria, apesar dos gráficos quase infantis.
Chrono Trigger – Dando a vida para nos salvar
Akira Toriyama é conhecido por apresentar ao mundo personagens extremamente carismáticos, ainda que uns parecidos com outros. Sabe como é, cada um tem o Mauricio de Souza que merece! Fato é que parte deste talento foi emprestado ao excelente Chrono Trigger, game de RPG desenvolvido pela Square Enix (na época somente Square) para o Super Nintendo. O game colocava o jogador em um mundo onde magia e tecnologia se encontravam por meio de viagens no tempo.
O fato é que mais uma vez a empresa usou um tema mais maduro como ferramenta narrativa e desenvolvimento da sua história. Em dado momento, Chrono e seu grupo ficam frente a frente com Lavos, uma criatura vinda do espaço que age como um gigantesco parasita, sugando toda a energia vital do planeta e extinguindo a raça humana, causando um futuro desolador. Como todos os ataques do grupo são em vão, Chrono decide usar uma arma mágica adquirida no passado na tentativa de frear o avanço do gigante parasita. Porém, para que isso seja necessário, Chrono precisa dar sua própria vida em um ataque suicida.
O resultado é catastrófico. O herói acaba perdendo a sua vida enquanto seus parceiros, angustiados, tentam buscar uma solução para tal fatalidade. Felizmente o grupo acaba achando uma solução: o Chrono Trigger! O objeto mágico que dá nome ao game permite que um momento do tempo seja revivido, dando a deixa para que o Chrono Original seja substituído por um clone no momento de sua morte. Um fato curioso é que é possível terminar o game sem reviver o personagem principal. Alguém lembra que algum outro título onde isso seja possível?
Final Fantasy VII – Uma morte revoltante
Deu para perceber que a Square Enix adora uma desgraça, não? Deixar o jogador com um peso na consciência ou simplesmente boquiaberto frente a uma situação prá lá de desesperadora parece ser uma das especialidades da empresa. E quem jogou Final Fantasy VII sabe muito bem como é isso. A história do game é dividida entre Cloud, um soldado que se volta contra uma empresa que explora de maneira predatória os recursos do planeta e Aeris, uma jovem proveniente de uma linhagem de seres que possuíam um contato íntimo com a natureza.
Enquanto o desenvolvimento de Cloud como personagem é um pouco demorado, e às vezes até chato, Aeris acaba se destacando logo no início. A jovem de cabelos castanhos esbanja carisma, tornando-se um ponto de extrema importância para a trama desenvolvida pela Square. No extremo oposto temos Sephiroth, um soldado de elite que começa a questionar sua própria origem, tornando-se um dos mais odiados vilões do mundo dos games. Mas porque essa fama?
Em dado momento, Aeris decide usar seus poderes oriundos de uma raça anciã, na tentativa de usar o poder do próprio planeta na luta contra o mal. Para isso ela conta com a White Materia, uma pedra que concentra imenso poder, capaz de irradiar o mal por completo nas mãos certas. Pois eis que durante a sua tentativa de salvar o mundo, surge do alto Sephiroth e com um rápido golpe crava sua longa espada no peito de Aeris, atravessando-a na frente de todos. A cena é revoltante e acabou se tornando um ícone no mundo dos jogos.
Shadow of the Colossus – AGROOOOOOOOooooo...
Se tem uma coisa que o Team ICO consegue fazer é criar algo extremamente emocional como ferramenta de narrativa. Seus jogos mal possuem diálogos, mas as ações mostradas na tela às vezes valem mais do que livros inteiros. Isso porque o game é repleto de sutilezas, pequenos detalhes que vão aos poucos se montando na mente do jogador, criando um sentido muitas vezes subjetivo, que acaba ganhando um significado único para cada um que o experimenta.
Outro ponto importante nos jogos criados por Fumito Ueda é o vínculo do seu personagem com algum outro ser. Em ICO você precisava tomar conta de Yorda, uma garota aprisionada e que acaba se tornando fundamental para o desenvolvimento da trama. Já em Shadow of the Colossus o personagem principal Wander conta com a companhia constante de seu cavalo, Agro. A dupla sai em uma busca épica, onde o objetivo é exterminar os últimos colossos presentes na terra, na tentativa de reviver a jovem Mono.
Assim como acontece em ICO, o jogador acaba criando um forte vínculo com Agro. O animal não só serve como montaria e transporte, mas participa ativamente das batalhas, muitas vezes chamando a atenção dos adversários, dando brecha para que o guerreiro dê cabo dos gigantes de pedra. Porém, próximo do fim do game, o inesperado acontece. Ao tentar pular de uma ponte, Agro acaba perdendo o equilíbrio, jogando Wander para frente. Seu fiel companheiro acaba salvando a sua vida, em troca da própria. A cena do cavalo caindo do precipício certamente chocou os mais sensíveis, principalmente após nos afeiçoarmos à dócil criatura.
Silent Hill 2 – A aparição de Pyramid Head
Um dos jogos mais perturbadores já criados pela mente humana. Silent Hill, desde o seu primeiro capítulo, sempre teve a sua história totalmente calcada nos transtornos psicológicos de seus personagens. Como alguns devem saber, a cidade nada mais é do que um espelho que reflete o que há de mais sombrio na alma de seus habitantes. Não é a toa que várias das criaturas do primeiro game remetem a crianças deformadas, cães em carne viva ou vermes de carniça. Afinal, esta pode muito bem ser a realidade vivida por uma criança que teve todo o seu corpo queimado e ainda foi mantida viva por um longo tempo.
Já em Silent Hill 2 nós entramos na mente de James Sunderland. Após receber uma carta de sua esposa já falecida, James decide ir até Silent Hill, sob a promessa de reencontrá-la. Não demora muito para que estranhos acontecimentos tomem conta do local. Manequins em pedaços andando e golpeando, estranhas criaturas que vomitam uma pegajosa substância corrosiva, enfermeiras de corpo escultural, mas face totalmente deformada... tudo na verdade é um reflexo da culpa sentida por James. No fim do game temos uma revelação bastante impactante, deixando o jogador de boca aberta.
Porém uma das coisas mais perturbadoras de todo o jogo, e talvez de toda a série, é o personagem Pyramid Head. Trata-se de uma personificação do próprio James, criado a partir de seu sentimento de culpa, suas atitudes como marido e o desfecho no qual se deu seu casamento. E sua primeira aparição no game é sem dúvidas um dos momentos mais tensos. Imagine você, preso em um apartamento totalmente escuro e sem energia elétrica. A única fonte de luz é proveniente de uma pequena lanterna presa ao bolso da sua camisa. As paredes estão lotadas de bolor, tudo o que é de metal está corroído e as sombras parecem querer engolir você.
Em dado momento, você vai andando em direção ao fim do corredor. De longe você percebe que tem alguma coisa ali, mas não é possível identificar exatamente o que é. Ao chegar mais perto, o terrror: um ser abominável com uma roupa bastante suja e lotada de sangue, com uma estranha pirâmide no lugar da cabeça. A descrição pode parecer sem graça, mas a primeira visão do principal vilão do jogo é aterrorizante, dada a ambientação criada por seus produtores. Grande parte do terror vem inclusive dos efeitos sonoros e ''música'', usada no momento. Infelizmente Silent Hill perdeu bastante de sua essência, tornando-se um jogo de sustos e não de extremo medo psicológico, como era originalmente.
http://www.youtube.com/watch?v=vprETGvyShM
Resident Evil 2 - Adaaaaaaaaaaaaaaaaa
Resident Evil foi uma grande franquia de Horror onde cenas memoráveis estão guardadas na memória de cada jogador, infelizmente hoje a franquia perdeu o seu espírito inicial e se tornou um jogo de ação. Mas dentre varias cenas pertubadoras que ocorreram ao longo da franquia como a aparição do primeiro zumbi em Resident Evil 1, A tentativa desesperada de Rebbeca para salvar Bily em Resident Evil 0, a transformação de Steve em Code Veronica foi em Resident Evil 2 a mais marcante. A cena em que Ada morre para salvar Leon foi a mais emocionante na franquia. Agora o que é inexplicavel e talvez mais pertubador ainda é como ela sobreviveu.
http://www.youtube.com/watch?v=d0BzXKCAWwc
Silent Hill - A transformação de Lisa
Dentre cenas pertubadoras, não existe quem ganhe de silent hill. O jogo é pertubador por si só, a cada passo que você dá a sensação de desconforto toma conta do jogador. Em uma historia cheia aterrorizante cheia de Ocultismo e Misticismo não era para menos. E ao progredir no jogo, o protagonista e tambem o jogador criam um vinculo com a bela enfermeira Lisa, a cena em que ela se transforma com o rosto coberto de sangue é indescritivel, e ver ela implorando por socorro e Harry não tendo opção a não ser tranca-la em um quarto sozinha é angustiante.http://www.youtube.com/watch?v=LJHP4MK9CtY
Agradecimentos a Final Boss.com
E por conta disso resolvi fazer uma seleção com algumas das cenas mais angustiantes e perturbadoras dos videogames. Algumas tratam de elementos sérios, como suicídio, sacrifício e perda de entes queridos, enquanto outras tratam do vínculo de diferentes personagens ou o uso de terror psicológico em outros momentos.
Final Fantasy VI – O suicídio de Celes
| Tristeza pouca é bobagem! |
Em uma das cenas mais memoráveis do game, o jogador era colocado no controle da personagem Celes. Após uma verdadeira catástrofe criada pelo vilão Kefka, o mundo do game acabou sofrendo bruscas modificações. Continentes se dividiram, vulcões entraram em erupção e toda a sorte de problemas viera à tona depois que uma das estátuas que mantinham o equilíbrio do planeta foi tirada do lugar.
Toda essa desgraça acabou isolando os personagens Celes e Cid em uma ilha deserta, desprovida de comida ou qualquer outro tipo de ajuda. Gravemente ferido, Cid permanece deitado em uma cama, dentro da única cabana existente no lugar. Na tentativa de manter o velho senhor vivo, Celes passa a buscar alimento na praia, pescando. Infelizmente todo esforço acaba sendo em vão, e Cid não resiste aos seus ferimentos.
Desiludida e desorientada, Celes sobe até o topo de uma montanha e lá toma a difícil decisão de dar cabo de sua própria vida. A guerreira não morre e, graças a um milagre, ela aparece viva na costa da ilha. A decisão de manter a personagem viva certamente foi tomada como forma de tentar amenizar a tensão envolvida na narrativa. Ainda assim, é difícil citar algum outro game que tenha abordado temas tão delicados, e com uma narrativa tão bem feita e séria, apesar dos gráficos quase infantis.
Chrono Trigger – Dando a vida para nos salvar
| Sequência ganhou ainda mais impacto em sua versão animada |
O fato é que mais uma vez a empresa usou um tema mais maduro como ferramenta narrativa e desenvolvimento da sua história. Em dado momento, Chrono e seu grupo ficam frente a frente com Lavos, uma criatura vinda do espaço que age como um gigantesco parasita, sugando toda a energia vital do planeta e extinguindo a raça humana, causando um futuro desolador. Como todos os ataques do grupo são em vão, Chrono decide usar uma arma mágica adquirida no passado na tentativa de frear o avanço do gigante parasita. Porém, para que isso seja necessário, Chrono precisa dar sua própria vida em um ataque suicida.
O resultado é catastrófico. O herói acaba perdendo a sua vida enquanto seus parceiros, angustiados, tentam buscar uma solução para tal fatalidade. Felizmente o grupo acaba achando uma solução: o Chrono Trigger! O objeto mágico que dá nome ao game permite que um momento do tempo seja revivido, dando a deixa para que o Chrono Original seja substituído por um clone no momento de sua morte. Um fato curioso é que é possível terminar o game sem reviver o personagem principal. Alguém lembra que algum outro título onde isso seja possível?
Final Fantasy VII – Uma morte revoltante
| Triste... |
Enquanto o desenvolvimento de Cloud como personagem é um pouco demorado, e às vezes até chato, Aeris acaba se destacando logo no início. A jovem de cabelos castanhos esbanja carisma, tornando-se um ponto de extrema importância para a trama desenvolvida pela Square. No extremo oposto temos Sephiroth, um soldado de elite que começa a questionar sua própria origem, tornando-se um dos mais odiados vilões do mundo dos games. Mas porque essa fama?
Em dado momento, Aeris decide usar seus poderes oriundos de uma raça anciã, na tentativa de usar o poder do próprio planeta na luta contra o mal. Para isso ela conta com a White Materia, uma pedra que concentra imenso poder, capaz de irradiar o mal por completo nas mãos certas. Pois eis que durante a sua tentativa de salvar o mundo, surge do alto Sephiroth e com um rápido golpe crava sua longa espada no peito de Aeris, atravessando-a na frente de todos. A cena é revoltante e acabou se tornando um ícone no mundo dos jogos.Shadow of the Colossus – AGROOOOOOOOooooo...
| Uma das cenas mais chocantes do game |
Outro ponto importante nos jogos criados por Fumito Ueda é o vínculo do seu personagem com algum outro ser. Em ICO você precisava tomar conta de Yorda, uma garota aprisionada e que acaba se tornando fundamental para o desenvolvimento da trama. Já em Shadow of the Colossus o personagem principal Wander conta com a companhia constante de seu cavalo, Agro. A dupla sai em uma busca épica, onde o objetivo é exterminar os últimos colossos presentes na terra, na tentativa de reviver a jovem Mono.
Assim como acontece em ICO, o jogador acaba criando um forte vínculo com Agro. O animal não só serve como montaria e transporte, mas participa ativamente das batalhas, muitas vezes chamando a atenção dos adversários, dando brecha para que o guerreiro dê cabo dos gigantes de pedra. Porém, próximo do fim do game, o inesperado acontece. Ao tentar pular de uma ponte, Agro acaba perdendo o equilíbrio, jogando Wander para frente. Seu fiel companheiro acaba salvando a sua vida, em troca da própria. A cena do cavalo caindo do precipício certamente chocou os mais sensíveis, principalmente após nos afeiçoarmos à dócil criatura.
Silent Hill 2 – A aparição de Pyramid Head
Um dos jogos mais perturbadores já criados pela mente humana. Silent Hill, desde o seu primeiro capítulo, sempre teve a sua história totalmente calcada nos transtornos psicológicos de seus personagens. Como alguns devem saber, a cidade nada mais é do que um espelho que reflete o que há de mais sombrio na alma de seus habitantes. Não é a toa que várias das criaturas do primeiro game remetem a crianças deformadas, cães em carne viva ou vermes de carniça. Afinal, esta pode muito bem ser a realidade vivida por uma criança que teve todo o seu corpo queimado e ainda foi mantida viva por um longo tempo.
Já em Silent Hill 2 nós entramos na mente de James Sunderland. Após receber uma carta de sua esposa já falecida, James decide ir até Silent Hill, sob a promessa de reencontrá-la. Não demora muito para que estranhos acontecimentos tomem conta do local. Manequins em pedaços andando e golpeando, estranhas criaturas que vomitam uma pegajosa substância corrosiva, enfermeiras de corpo escultural, mas face totalmente deformada... tudo na verdade é um reflexo da culpa sentida por James. No fim do game temos uma revelação bastante impactante, deixando o jogador de boca aberta.
Porém uma das coisas mais perturbadoras de todo o jogo, e talvez de toda a série, é o personagem Pyramid Head. Trata-se de uma personificação do próprio James, criado a partir de seu sentimento de culpa, suas atitudes como marido e o desfecho no qual se deu seu casamento. E sua primeira aparição no game é sem dúvidas um dos momentos mais tensos. Imagine você, preso em um apartamento totalmente escuro e sem energia elétrica. A única fonte de luz é proveniente de uma pequena lanterna presa ao bolso da sua camisa. As paredes estão lotadas de bolor, tudo o que é de metal está corroído e as sombras parecem querer engolir você.Em dado momento, você vai andando em direção ao fim do corredor. De longe você percebe que tem alguma coisa ali, mas não é possível identificar exatamente o que é. Ao chegar mais perto, o terrror: um ser abominável com uma roupa bastante suja e lotada de sangue, com uma estranha pirâmide no lugar da cabeça. A descrição pode parecer sem graça, mas a primeira visão do principal vilão do jogo é aterrorizante, dada a ambientação criada por seus produtores. Grande parte do terror vem inclusive dos efeitos sonoros e ''música'', usada no momento. Infelizmente Silent Hill perdeu bastante de sua essência, tornando-se um jogo de sustos e não de extremo medo psicológico, como era originalmente.
http://www.youtube.com/watch?v=vprETGvyShM
Resident Evil 2 - Adaaaaaaaaaaaaaaaaa
Resident Evil foi uma grande franquia de Horror onde cenas memoráveis estão guardadas na memória de cada jogador, infelizmente hoje a franquia perdeu o seu espírito inicial e se tornou um jogo de ação. Mas dentre varias cenas pertubadoras que ocorreram ao longo da franquia como a aparição do primeiro zumbi em Resident Evil 1, A tentativa desesperada de Rebbeca para salvar Bily em Resident Evil 0, a transformação de Steve em Code Veronica foi em Resident Evil 2 a mais marcante. A cena em que Ada morre para salvar Leon foi a mais emocionante na franquia. Agora o que é inexplicavel e talvez mais pertubador ainda é como ela sobreviveu.
http://www.youtube.com/watch?v=d0BzXKCAWwc
Silent Hill - A transformação de Lisa
Dentre cenas pertubadoras, não existe quem ganhe de silent hill. O jogo é pertubador por si só, a cada passo que você dá a sensação de desconforto toma conta do jogador. Em uma historia cheia aterrorizante cheia de Ocultismo e Misticismo não era para menos. E ao progredir no jogo, o protagonista e tambem o jogador criam um vinculo com a bela enfermeira Lisa, a cena em que ela se transforma com o rosto coberto de sangue é indescritivel, e ver ela implorando por socorro e Harry não tendo opção a não ser tranca-la em um quarto sozinha é angustiante.http://www.youtube.com/watch?v=LJHP4MK9CtY
Agradecimentos a Final Boss.com
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